A Importância do Setembro Amarelo e Questões Relacionadas à Saúde Mental – Entrevista Com a Psicóloga Giuliana Piccirillo da Silva

Neste diálogo esclarecedor, discutiremos a importância do Setembro Amarelo, abordagens para lidar com questões de saúde mental e como buscar ajuda especializada. Prepare-se para insights valiosos sobre um tema tão vital para nossa sociedade.
HEMG: Para começar, gostaria de perguntar sobre a relevância do Setembro Amarelo. Por que ele é tão importante?
Giuliana: O Setembro Amarelo é de extrema importância devido aos alarmantes números de suicídios em nosso país. Atualmente, afeta um grande número de pessoas, cerca de 800 mil vidas perdidas anualmente. Precisamos conscientizar a sociedade sobre essa questão e trabalhar na prevenção.
HEMG: Poderia explicar melhor como a escuta pode ser eficaz para lidar com as questões relacionadas à saúde mental?
Giuliana: Muitas vezes, quando alguém está passando por um momento difícil, o julgamento apenas piora a situação. Para que as pessoas compartilhem seus sentimentos e desafios de maneira genuína, é fundamental oferecer uma escuta empática, sem fazer julgamentos morais. Isso cria um ambiente acolhedor no qual a pessoa se sente à vontade para se expressar livremente, sem medo de críticas ou reprovações.
HEMG: Poderia nos falar mais sobre como a busca por ajuda especializada pode impactar positivamente a saúde mental?
Giuliana: A psicoterapia é uma ferramenta valiosa para cuidar da saúde mental, pois oferece um espaço seguro para explorar sentimentos, pensamentos e desafios pessoais. Além disso, é essencial que as pessoas busquem uma rede de apoio, não apenas de profissionais de saúde mental, mas também por meio de atividades sociais, educativas, esportivas, lazer, entre outras. Essas práticas contribuem para o autocuidado ao promover o bem-estar emocional e físico.
HEMG: Poderia nos dar algumas dicas sobre como as pessoas podem encontrar esse equilíbrio entre suas atividades e evitar o excesso?
Giuliana: Encontrar equilíbrio envolve reconhecer as atividades que fazem sentido para você e se adequam à sua rotina. Não é necessário fazer tudo o tempo todo. O excesso de atividades pode ser prejudicial à saúde mental. Portanto, é importante escolher cuidadosamente o que traz benefícios e prazer, sem sobrecarregar-se. O autocuidado deve ser uma prática sustentável e personalizada.
HEMG: Como as pessoas podem começar a buscar ajuda, seja para si mesmas ou para um ente querido?
Giuliana: A busca por ajuda especializada é um passo importante. Se alguém está enfrentando desafios relacionados à saúde mental, o primeiro passo é entrar em contato com um profissional de saúde mental, como um psicólogo ou psiquiatra. Também é importante conversar com amigos e familiares em quem confia para obter apoio emocional. Lembrando que ninguém precisa passar por isso sozinho; a rede de apoio é fundamental para o processo de recuperação.
Giuliana Piccirillo da Silva é formada em psicologia pela UniSR e realiza atendimentos no Estância Morro Grande – Hospital de Saúde Mental – CRP 6/190425
